Freak’Dream

Freak Dream: Mundo paralelo

(um sonho que tive ontem a noite)

Assistindo Tv no sofá velho que haviam trazido de Canoas para cá. Era a mesma casa, os mesmos objetos e os mesmos detalhes. Até as aranhas continuavam em suas teias, onde sempre estiveram. Eu estava na casa de praia de meus avôs. Estava tudo tão nublado, escuro. O ambiente parecia com a memória de alguém que esta em fragmentos. Partes cortadas, escuras, como se tudo o que faltasse fosse encoberto com sombra. Havia bonecas no chão,o dia estava frio e escuro, o céu cinza, como se um temporal horrível estivesse se formando.
– Vou voltar pra casa. – disse minha mãe. Pulei do sofá e fui até o portão, onde ela se despedia de meus avós. – Você não vai, fique com seus avós. Precisa ficar mais tempo com eles.

-Por quê? Não me obrigue a fazer coisas que só você acha conveniente. Respondi já irritada; (ela me ignorou e virou as costas) de repente, alguém tocou meu ombro, quando me virei era um velho alto e com um bigode esquisito. Cabelos brancos, de terno.
– Precisamos revelar suas fotos, tem muitas coisas interessantes para se descobrir vendo-as.

-Fotos? ..(Eu nem o conhecia) Então, comecei a olhar as fotos,e de repente, tudo ficou totalmente escuro, como se as sombras que no inicio tampavam apenas as falhas do meu mundo,agora tivessem me engolido completamente.
Quando acordei, estava em uma casa cheia de escadas de pedra, totalmente escura e vazia. (Havia varias portas, de uma madeira escura e pareciam sujas) comecei a andar procurando uma saída, e  entrei em uma sala com um quadro…parecia uma paisagem. Havia duas pessoas, de costas, na beira de um lago enorme. Eu desmaiei  e acordei em uma sala rodeada de ursinhos, enfermeiras ao meu redor e um rapaz de costas,ele se virou, não consegui ver seu rosto, ele acariciou meus cabelos e disse: Pensei que lembraria de mim, afinal, sou seu irmão. Eu tentei ver seu rosto, mas tudo ficou embaçado, em sombras. Não, parecia estar presente, mas via a casa de praia desmoronar, tudo estava desmoronando e eu queria fugir. Olhei para os lados e meus braços estavam presos. Não conseguia ver o rosto das enfermeiras também, não conseguia me lembrar de nada. eu queria fugir, mas em minha cabeça imagens de coisas inexistentes começavam a passar em flashes, o maior come o menor. E assim sucessivamente. Onde num penhasco uma bolacha de chocolate com rosto começou a descer, rolando, sem conseguir parar. Caiu num lugar onde não havia como voltar, e logo atrás, outra bolacha maior a engoliu, e após isto, foi engolida por outra, que também foi engolida. Nada fazia sentido, e meu “irmão “havia sumido. Eu estava sozinha, n meio do nada. Em uma praia deserta, olhando o sol se por, e uma pipa solitária pairava no céu. Era tarde e quente.

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